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Qual a maior roubada em que você já entrou durante uma viagem?

Adriana Setti - 20/08/2008

Você já reparou como as pessoas não têm o menor saco para escutar as histórias da maravilhosa viagem alheia? O hotel de Fiji era perfeito? O ar condicionado do ônibus para Uganda funcionava de maravilha? “Ah, me deixa em paz!” Pensam os seus amigos secretamente. Agora, se pinta uma roubada bem tenebrosa no meio do papo... aí sim! Você vira o centro das atenções.

Todo mundo tem uma história tragicômica para contar. E o australiano Peter Moore, que já se enfiou em tudo quanto é buraco deste mundo, tem MUITAS. O jornalista ficou famoso escrevendo matérias de viagens divertidas e bizarras para jornais britânicos e australianos e depois lançou sua carreira solo escrevendo livros (à venda pelo site – um deles no mundo todo) no mesmo tom.  

Um dos mais hilários é o No Shitting in The Toilet (o nome é baseado numa placa, real, que ele viu num banheiro na China). O livro conta as maiores roubadas pelas quais ele já passou. E os perrengues vêm organizados em listinhas tipo: “Top 10 hotéis horríveis” ou “Top 10 viagens medonhas de ônibus”.

O livro veio parar na minha mão (xerocado!), por acaso, durante a viagem que fiz pela Ásia no começo deste ano. E num momento mais que propício: enquanto eu amargava um terrível desarranjo intestinal provocado por um diabólico burrito de carne ingerido na ilha de Koh Phi Phi, na Tailândia. Colapso intestinal, diga-se, é uma roubada bastante recorrente no meu repertório.

Só Peter Moore pra me fazer rir num momento desses, trancada num calorento e infecto banheiro tailandês:

Muita gente foca somente no lado desagradável da diarréia. Ficam lembrando das horas passadas acocorados sobre um insalubre buraco no chão com câimbras estomacais convencidos de que, naquele momento, estiveram prestes a morrer. Essas pessoas esquecem dos muitos aspectos positivos e enriquecedores – de superação pessoal, inclusive – intrínsecos a um desarranjo vivido num lugar como esses. Antes de mais nada, uma bela caganeira é uma grande forma de começar uma conversa. Nada pode ser tão eficiente para quebrar o gelo do que comentar sobre os maus momentos que você acabou de passar. Em poucos segundos, todos os seus novos amigos estarão contanto as suas piores peripécias com detalhes geralmente restritos à revistas científicas”.

Pode parecer absurdo numa rodinha de bar em São Paulo. Mas esse tipo de conversa rola direto nessas mochiladas asiáticas. Ah, se rolam!

Outra sacada de Moore:

Essa faz parte do “Top 10 hotéis horríveis”

Mirador Mansion, Hong Kong
“De cara, você perceberá que os  chineses de Hong Kong possuem uma interpretação totalmente distinta para o termo ‘mansão’. Para eles, uma mansão é um bloco de apartamentos abandonado com elevadores que não funcionam, escadarias cheias de lixo e o dobro de habitantes que você acreditava ser humanamente possível. Na minha última visita a Hong Kong, fiquei num quarto nesta espelunca de onde, a cada meia hora, eu tinha que sair para respirar um pouco do lado de fora. As instalações microscópicas, no entanto, provaram ser extremamente efetivas para as forças da lei. Quanto a policia invadiu o hotel às quatro da manhã em busca de imigrantes ilegais, o comando de “Não se movam!” gritado por um dos tiras pareceu um tanto quanto redundante”.  

E você? Já entrou numa roubada cabeluda?

Veja aqui  uma roubada homérica que passei para cruzar a fronteira da Tailândia com a Malásia.


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Os gringos descobriram a China!

Juliana Vale - 20/08/2008

De repente, Pequim foi invadida por forasteiros. Mas a maioria sequer leu sobre o que ia encontrar por aqui e, como as diferenças culturais são realmente gritantes, as situações são hilárias.

Uma amiga italiana, também jornalista, que veio cobrir as olimpíadas, não sabe se chora ou se ri com os chineses. No primeiro dia, desembarcou no aeroporto e o intérprete, um jovem chinês animadíssimo, contratado pelo jornal dela, foi buscá-la no aeroporto. Vendo que a forasteira recém-chegada não desgrudava do celular, o rapaz resolveu puxar conversa: "Com quem você tá falando?". Era com o filho, que tinha ficado em Roma. Ele: "Ah, você tem um filho?! Quantos anos?". Ela respondeu que o menino tinha sete. E o chinês: "Sete? Mas você parece muito velha pra ter um filho de sete anos!". A italiana achou que não tinha entendido bem. Ficou calada. O chinês insistiu: "E seu filho ficou com quem, lá na Itália? Com o pai dele?". A italiana, motivada pela idéia de que deveria ser simpática, acabou dizendo: "Não. Tá com os avós. Eu sou divorciada". E o chinês, sem pestanejar, já emendou: "Divorciada? O pai do seu filho te abandonou? Oooooh. Por quê?". Naquela mesma tarde, a italiana pediu ao jornal pra trocar o intérprete.

Ok. No segundo dia de Pequim, lá ela foi fazer umas entrevistas no centro da cidade, acompanhada de uma chinesinha de 24 anos – a nova intérprete, também fluente em inglês e com muita vontade de fazer bonito. Na volta pro hotel, no fim do dia, as duas iam juntas no carro, quando a menina chinesa não agüentou mais e quis saber: "Posso perguntar uma coisa? Essa sua bolsa é de verdade, ou é uma falsificação? Quanto você pagou por ela na Itália?". Depois, ainda quis checar: "É verdade que seu marido te abandonou?"

Eu rolava de rir enquanto minha amiga contava isso. Me lembrei de quando eu também acabava de aportar por estas bandas e ainda não tinha entendido que o conceito de privacidade na China é bem diferente do nosso, no mundo ocidental. Aqui, reina a convivência coletiva, agrupada, com poucas barreiras entre o "meu", o "seu", o "nosso". Talvez tenha algo que ver com os fatos históricos, a revolução cultural chinesa, a não-propriedade privada, os 1,3 bilhões de cidadãos... Só sei que é humanamente impossível explicar à massa local o porquê de querer manter um espaço vital nos moldes do Ocidente. E já que estamos neste tema, vou reproduzir o que escrevi sobre a minha experiência em primeira pessoa, no início do ano passado:

Sempre que aparece um chinês desconhecido em casa, ele(a) entra, mexe em tudo, como se tivesse no próprio lar. Outro dia, um rapazinho, que veio entregar umas flores, não satisfeito com a posição de umas revistas jogadas em cima da mesa, foi lá. Empilhou tudo, ajeitou os quatro ângulos do montinho com as mãos e colocou um porta-retrato em cima. Ainda olhou pra mim, em seguida, e fez um "positivo" com o dedão, rindo, todo contente. Sem um dente da frente.

Aliás, já na minha primeiríssima semana de habitante em Pequim, fui brindada com uma "passagem bíblica": Tinha marcado de estar em casa às 2:00PM para receber um "design" (superlativo otimista de ‘carpinteiro’) que viria tirar as medidas do quarto para fazer um armário. Me atrasei. Às 2:20PM, quando abro a porta DA MINHA RESIDÊNCIA, dou de cara com dois senhores chineses, completamente ambientados dentro DO MEU APARTAMENTO. Só faltaram dizer "entra, querida, fica à vontade que a casa é sua". Ainda saí e olhei novamente o número na porta. "Sim, é o meu". Enquanto eu tentava perguntar – em inglês, em vão – que diabos aqueles dois estavam fazendo ali, o chinês-chefe começou a gesticular e falar sem parar (Aqui, a moda é falar alto, berrar, se preciso for... E dizer a m-e-s-m-a frase umas 4, 5 vezes – como, se com a repetição, o estrangeiro passasse a entender mandarim). Vendo que o sujeito era incansável, lancei mão do clássico "uóóóó... diiing buuu... dong" (a frase do milhão: "escuto, mas não entendo (o que você tá dizendo)"). Pra ser mais clara, fiz também sinal de STOP e liguei pro lobby. Pedi ao porteiro, que falava um inglês rústico, pra subir e dar uma força.

Quando surge o porteiro, serelepe e faceiro, começa a fazer sua particular "tradução" (ao estilo do filme 'Lost In Translation': a conversa entre asiáticos é longuérrima. A tradução pro ocidental vem em forma de três - quando muito, quatro - palavras. E você finge que acredita, porque, senão... vai onde? Ao Procom?). Peço ao caro porteiro pra perguntar aos bons senhores chineses desconhecidos como eles dois entraram na minha casa... E pra resumir a ópera, o que aconteceu foi que - depois de muito aparentar que não me incomodava fazer cara de paisagem, enquanto assistia àquela particular discussão entre eles -, eu soube que um deles (o que tinha pinta de chefe) trabalha no Management Office do condomínio e tinha uma cópia da chave porque, até então, ele tinha sido incumbido de mostrar o local aos potenciais inquilinos - apesar de que o aluguel daquele apartamento já estava sendo pago havia DOIS meses. Pra averiguar os fatos, o homem ainda me sugeriu que eu ligasse pro proprietário (que vem a ser um sueco, alheio a tudo isso, lá na Europa). Bom, "vamos encurtar isso, moço". E esclareço: "Quero a chave de volta". "Agora!" A contragosto, o porteiro traduziu meu 'gentil' pedido. E o homenzinho, ainda mais contrariado, relutou, relutou, mas acabou devolvendo a chave. Pra ficar tranqüilo, me fez escrever um "recibo" num pedacinho de papel amassado, prontamente sacado do bolso: "I received the key of the apartment, signed: Juliana Vale". Lembrando: era a chave DO MEU PRÓPRIO LAR (onde eu tinha passado as duas anteriores noites e por onde se viam espalhados todos as mais de 100 caixas de mudança).

Mais tarde, nesse exato mesmo dia (foi um dia longo!) e ainda com a presença do porteiro-intérprete em casa, se apresenta o designer que, tinha vindo tirar as medidas do armário e vai – sozinho, sem maiores cerimônias –, pro meu quarto, fazer o trabalho dele. (Ah! Nisso tudo, você poderia se perguntar: "então, quem era o segundo chinês invasor, que acompanhava o dublê de corretor imobiliário?". Pois é. Não sei, nem saberei jamais. Era um passante, um amigo, um parente, o namorado, sei lá. Estava por ali, se distraindo...). Ainda estava eu, me decidindo sobre pedir aos chineses-intrusos-sem-papel-definido para irem embora, dispensar o porteiro ou seguir o designer, quando me aparecem três (novos) chineses, todos uniformizados, que nem clones, para entregar uma mesa que tinha sido comprada na véspera. Antes que eu tivesse a chance de dizer "pode entrar", o porteiro já se incorporou no papel de dono da casa e levou os três paus-mandados até o quarto. Não sem antes, parar ao lado de um das várias caixas de mudança que entulhavam o corredor e puxar alguns livros de dentro de uma dela ("Uau! Você lê muito!"). Na seqüência, se senta comodamente numa cadeira giratória e, enquanto rodopia alegremente, testando a qualidade do assento, atende o celular e começa, simultaneamente, a dar ordens aos homenzinhos uniformizados. O designer no quarto, sozinho. O chinês sem-papel-definido, irado, ao lado do porteiro, também dando ordens... A porta abre-se de novo (campainha pra que? Não tava trancada a chave... O pessoal não se faz de rogado). E era um técnico com seus quatro (sim, quatro) subordinados, que tinham vindo instalar a lava-louça. Primeiro, berraram comigo em chinês. Depois, me ignoraram e passaram a tratar com um dos entregadores da mesa – que, àquela altura, era outro íntimo do ambiente. Adentraram a cozinha e ainda chamaram, pelo interfone, mais dois engenheiros, que chegaram logo depois.

Perdi o controle da situação (se é que tive isso, em algum momento, depois das 2:20PM). Enquanto contabilizava 12 pessoas – completamente à vontade dentro da MINHA CASA –, me dei conta de que quem menos autoridade tinha ali era eu (pudera: só com o porteiro eu era capaz de me comunicar - e, mesmo assim, com frases curtas, sem artigo ou plural). Foi incontrolável. Virei as costas pra aquele falatório, entrei (sozinha!) no MEU banheiro e comecei a rir. Rir. Rir. Rir. Foi compulsivo. Olhava pro espelho e ria ainda mais. Sentei no chão e apertei a barriga com as duas mãos. Ria. Tive um acesso de riso irreprimível, involuntário. Não sabia se aquilo era real (os 12 homens ao meu redor, todos gritando, eu não captando porra nenhuma, o porteiro na cadeira, o funcionário da loja fazendo as honras da casa, aqueles dois com a chave do apartamento, o designer sozinho, perdido em outro canto...), ou eu tava sonhando. Sem internet, TV (aliás, nem cama tinha em casa ainda, naquela época), peguei o celular e disquei pro cúmplice. Antes de eu conseguir dizer alguma coisa, ele pergunta, preocupado: "Ju, você tá chorando? O que houve? Fala, Ju! Fala! Aconteceu alguma coisa?". Não, era só eu, vivendo no meu reality show privado. Não conseguia parar de rir. Tinha até lágrimas – e aqueles roncos espontâneos que a gente dá quando ri demais. Parecia sob efeito de algum entorpecente. Finalmente, respirei fundo e consegui soltar: "Eu...tô...num freak show".

E não sou a única

Uma amiga espanhola, que também mora aqui em Pequim há alguns meses, ligou pra contar que a professora de chinês (uma senhora na casa dos 50, curiosa e tosca como uma personagem em estado bruto) inventou de fazer uma visita durante o feriado. Minha amiga pensava que era pra se encontrarem e, dali, irem juntas a um mercado onde vendem jóias - porque a amiga é gemóloga e a professora, em outra ocasião, tinha dito que queria a ajuda dela pra comprar uns anéis. Mas não. A professora chinesa aparece na casa da amiga espanhola com três parentes (uma sobrinha, uma prima e o marido da prima!!!), mais duas filmadoras – já ligadas. Amiga abre a porta e dá de cara com aquilo. Os quatro eufóricos, falantes, adentraram com flores, bombons e duas garrafas de vinho. Não deram nem tempo pra amiga pensar em reagir. Já estavam filmando. Foram cômodo por cômodo. Até abriram as portas dos armários pra registrar dentro! E, depois de também tirar mil fotos e analisar detalhadamente cada objeto da casa – sempre exclamando "Que lindo! Que lindo!" –, se sentaram no sofá, com caras de estudantes comportados. A espanhola disse que ficou lá – meio desbundada, meio chocada – naquela situação de tentar puxar assunto com quatro estranhos que só mexiam a cabeça, concordando. Ou repetindo que o apartamento era lindo. Aí, ela pergunta: "Então? Aonde vamos?". E eles: "Não, não. Não queremos molestar... Outro dia, quando você tiver tempo". E tudo isso na base do inglês precário – através dos parentes da professora, que minha amiga nunca tinha visto mais gordos na vida. Antes que ela conseguisse descobrir "mas, então, vocês vieram só pra filmar minha casa?", o povo se levanta, recolhe os pertences e vai embora. Assim como chegaram, sumiram. Opinei: "Amiga, ou era uma pegadinha e você tava aparecendo ao vivo na TV estatal, ou sua vida, agora mesmo, virou atração no bairro da professora: "Geeeente, olha só a linda casa da minha aluna rica!".

Leia mais peculiaridades no post "Curiosidades de viagem sobre a China (série completa)"


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Londres: economia de mercado

Ricardo Freire - 20/08/2008

Os ingleses entendem de mercado mais do que qualquer outro povo civilizado. Foi aqui que Adam Smith explicou o seu funcionamento, séculos atrás. (Foi aqui também que Karl Marx postulou sua contra-explicação.) Mais recentemente, foi em nome do mercado que, goste-se ou não, Margareth Thatcher reergueu o país.

Em vez de ficar esbravejando inutilmente contra o mercado (como fazem os franceses), os ingleses vão lá e tiram o maior proveito que podem dele.

Eu passei um fim de semana em Londres investigando o comportamento dos mercados. Estas são as minhas conclusões:

Mercado de Portobello Road

Mesmo apinhadíssimo, continua simpatiquinho. A mistura de antigüidades, cacarecos e comida continua dando certo; os pubs, lojinhas, cafés e restaurantes dos arredores são charmosos e garantem um programa gostoso, mesmo que todos os nossos colegas turistas tenham tido a mesma idéia de passeio. Dia: para pegar a feira de antigüidades, sábado. Metrô: Notting Hill Gate (linhas Central, District e Circle).

Mercados de Camden Town

Hmmm... acho que cheguei uns vinte anos atrasado, pelo menos. Camelodromeiro (!) demais pro meu gosto. Mas se você se interessa por heavy-metal ou punk, ou ainda se acredita em duendes, certamente vai achar o que está procurando. Dias: todos os dias. Metrô: Camden Town (linha Northern).

Borough Market

Bobeei total e acabei não indo ao Ceasa/Les Halles londrino, que abre para o público três vezes por semana. Além de comprar frutas nas barracas, dá para aproveitar restaurantes e stands de comida que funcionam em volta. Quando você for, não bobeeie: o Borough Market abre às quintas (11h às 17h), sextas (12h às 18h) e sábados (9h às 16h). Metrô: London Bridge (linhas Northern e Jubilee).

Mercado de Flores de Columbia Road

Que lindeza! Uma ruazinha inteira vendendo flores e plantas. E o que mais incrível: gente comprando de verdade :-)

Em volta há lojinhas bacanas e bons lugares para tomar café da manhã (tudo gourmet, organic e fair trade, como o tempo exige).

Se você ficar até o meio-dia, vai ver os floristas liquidando o que não for vendido -- no final acabam saindo vasinhos e maços de flores a uma ou duas libras (você vai ter vontade de levar para enfeitar o quarto do hotel).

Ao meio-dia também abre o Royal Oak, pub histórico onde você pode abrir os trabalhos cervejísticos do dia ou, se fizer reserva, comer o tradicional roast de domingo (recomendado pela Juliana). Dia: domingo (das 8h às 14h). Metrô: Old Street (linha Northern).

Mercado de Spitalfields

A menos de 10 minutos de caminhada de Columbia Road, é a continuação natural dos estudiosos do comportamento dos mercados aos domingos. Fica num pavilhão coberto (recentemente reformado), por isso funciona com qualquer tempo. Tem roupa de butique a preço de balaio. Felizmente eu sou um blogueiro de viagem, não uma editora de moda, senão não teria conseguido sair de lá nunca mais. O mercado tem uns restaurantões bem simpáticos, com um pezinho no fast food ma non troppo, muito usados pelos executivos da City durante a semana. Dia: quase todo dia tem alguma coisa, mas o forte é domingo. Metrô: Liverpool Street (linhas Central, Circle, Metropolitan e Hammersmith & City).

Upmarket

Basta seguir o fluxo para chegar a Brick Road, mais conhecido enclave bengalês da cidade. Além dos restaurantes indianos um ao lado do outro (equivalentes às cantinas do Bexiga paulistano), a rua funciona como playground para mudernos & alternativos. Nos estacionamentos dos prédios da (desativada) cervejaria Truman funcionam mercados de moda de vanguarda nos fins-de-semana pra quem acha que Spitalfields é certinho demais. Por ali, além dos indianos, há também uma viela só de restaurantes mega-alternativos (e algumas barracas de comidas étnicas).


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Chapelco sediará etapa da Copa do Mundo de Snowboard

Claudio Campos - 19/08/2008

Mais um bom motivo para marcar passagem para Chapelco em setembro, além dos preços camaradas da baixa temporada. A estação de San Martin de Los Andes receberá os maiores nomes do snowboard mundial nos dias 12 e 13/09, quando será disputada a etapa sul-americana da LG Snowboard FIS World Cup 2008/2009.

A Copa do Mundo passará por 16 países até março de 2009. É a primeira vez que a Argentina é incluída no calendário da competição, com provas na categoria snowboard cross.

Chapelco também será o palco do XIV Campeonato Brasileiro de Snowboard, de 3 a 7 de setembro, organizado pela CBDN - Confederação Brasileira de Desportos na Neve.

Leia mais sobre a temporada de neve da América do Sul no Blog do Esqui.


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As melhores estradas do Rio Grande do Sul

Na estrada - 19/08/2008

A equipe de repórteres do Guia Quatro Rodas percorreu as regiões de serra, litoral, fronteira e pampa para descobrir as melhores estradas gaúchas. As cinco campeãs de asfalto são administradas por concessionárias e partem de Porto Alegre para os quatro cantos do estado. Esperamos que no próximo ranking a grande novidade seja a  BR-101, finalmente em obras de duplicação de Osório até Santa Catarina.


1ª) BR-290 (Freeway) – Osório-Porto Alegre-Eldorado do Sul – Principal acesso da Capital ao litoral gaúcho, foi a primeira rodovia de pista dupla e pioneira administração por concessionária no estado. É a única no país com emissora de rádio exclusiva, basta sintonizar a FM 88,3.

2ª) BR-290 (Osvaldo Aranha) – Porto Alegre-Caçapava do Sul – Em direção ao centro do estado, é plana e bem sinalizada. Quem seguir em frente, para Uruguaiana, vai sentir a diferença.

3ª) RS-235 – Nova Petrópolis-São Francisco de Paula – Margeada por hortênsias, passa por Gramado e Canela, destinos turísticos muito procurados na Serra Gaúcha, sobretudo no inverno.

4ª) BR-116 – Porto Alegre-Vacaria-divisa RS/SC – Muito movimentada na pista dupla até Novo Hamburgo, depois percorre em pista simples o alto da serra, com bonitas vistas panorâmicas das montanhas.

5ª) BR-116 – Porto Alegre-Pelotas –  Acesso para Chuí e Montevidéu, tem traçado plano próximo à laguna dos Patos, o que exige cuidado com ventos laterais.

Dilson Duques                                                                                Editor de Estradas


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