
O 'Direto da China' nasceu com um prazo de validade e, agora, passada a euforia das Olimpíadas de Pequim, é chegada a hora de por um ponto final nele. Aaaaaaaaah, que pena. Pois é. Também vou sentir saudades dos leitores que participaram do blog, deixando comentários e sugestões.
Obrigada a todos vocês pela participação!
Quem ainda planeja novas viagens à China vai encontrar mais matérias vindas direto daqui na revista Viagem e Turismo e em outras sessões do viajeaqui, só que em períodos mais espaçados. Fico à disposição pros viajantes que quiserem uma consultoria sobre o roteiro, através do email diretodachina@julianavale.com, que ainda vai funcionar por mais um mês.
Boa viagem a todos e até a próxima!
Anote aí:
As revistas (que também são sites, na internet) "Smart Shanghai" e "Shanghai Cityweekend" são serão sua bússola fiel. Editadas em inglês, essas revistas são distribuídas gratuitamente em lugares freqüentados por estrangeiros (bares, cafés, hotéis, etc) e trazem a programação da cidade, além de resenhas sobre os lugares mais populares. São a MAIOR mão na roda. Outra opção é a Time Out Shanghai, mas só online porque a versão impressa é em mandarim.
Pra se achar, consulte o mapa interativo de Xangai. É "ótemo"! Além de mostrar o nome das ruas em inglês (normalmente, os mapas aqui são sempre em chinês – por razões óbvias – e quem não conhece os ideogramas fica olhando praquilo como se tivesse apreciando uma pintura abstrata), este site tem um mapa do metrô e uma ferramenta, o "cão farejador", que mostra pra você onde fica cada parada e reproduz (se seu computador tiver som) a pronúncia em chinês do nome de casa estação. De bônus, indica quais são os lugares interessantes perto da sua parada (bares, restaurantes, hotéis, etc), com a estimativa de tempo que você vai levar (a pé) da porta até lá. Experimenta só!
Pegue cartões de todos os lugares que você freqüentar (restaurante, hotel, empresa onde vai trabalhar, etc, etc, etc). Ou peça a alguém pra escrever o endereço de onde você vai em caracteres chineses. São raríssimos (pra não dizer inexistentes!) os taxistas que falam inglês. Normalmente é só xangainês e mandarim mesmo.
Topedos Guanxii são outra solução mão-na-roda. Mande um SMS (torpedo de celular) pro número 885074 (em Xangai), com o nome (em caracteres romanos – os nossos!) do lugar aonde você quer ir (restaurante, bar, café, etc). Em menos de meio minuto, vai receber um torpedo de volta, com o endereço em inglês e em chinês (se seu telefone tiver os caracteres chineses instalados). Pra isso, você só precisa de um aparelho celular (funcionando na China, naturalmente) e um chip de telefone local (os números são nacionais, portanto vale o chip comprado em Xangai, Pequim... qualquer cidade chinesa, menos Hong Kong, Taiwan e Macau – que são considerados "China" no papel). O custo do serviço é o preço do torpedo.
Os táxis em Xangai costumam ser baratíssimos (durante o dia, as corridas partem de 11¥ (preço fixo pros três primeiros quilômetros) e o taxímetro cobra entre 2,1¥ e 3,2¥ pelos quilômetros seguintes. De noite, entre 23h/5h, o taxímetro parte de 14¥ e cobra de 2,7¥ a 4,1¥ pelo resto da corrida. Faça as contas: do aeroporto internacional de Pudong até o centro da cidade, por exemplo, não vai dar nem 20 reais!). Normalmente, há muito táxi na rua. Mas, se você preferir agendar um com antecedência, use as empresas mais sérias: Dazhong Taxi (tel: (021)63200-7207), Friendship Taxi (tel: (021) 6258-4584), ou a Asia Limo (tel: (021)5358-0168, que oferece isso mesmo: limosines). Ah! E não se espante quando vir a "gaiolinha" (de ferro, ou de acrílico) que separa o motorista dos passageiros. Todos os carros têm. Mas isso não significa que os motoristas sejam perigosos. Só um pouco malandros, isso, sim...
Peça sempre o "fapiao", quando pegar um táxi. Pra evitar ser passado pra trás, assim que entrar no carro, avise ao motorista que você vai querer o "fapiao" (pronuncia-se tal qual e significa 'recibo' em mandarim). Isso porque, no papelzinho, emitido pela própria máquina de taxímetro, sai o número da matrícula do carro, o número de quilômetros rodados, o horário em que a corrida começou e terminou e os endereços de partida e chegada. Mesmo que você não conheça a cidade, com estas informações, já pode obrigar ao taxista a andar na linha, porque ele sabe que, se o recibo mostrar que há mais quilômetros do que deveria entre o ponto A e o ponto B, ele vai ganhar uma multa escandalosa e periga perder a carteira de motorista. Todos têm medo do governo, que repreende sem dó nem piedade a malandragem dos chineses quem tentam estragar a imagem da China. (E ninguém se nega a dar "fapiao", não!). O número de reclamações é: (+86 21)63232150
Na chegada internacional, táxi ou trem? Depende principalmente do seu destino (o Maglev, o trem super rápido – confira o post abaixo) vai APENAS pra Pudong. Depende também da sua pressa. Pra pegar o táxi, tem que pegar fila – embora ela ande bem rápido – e a corrida demora de 45 minutos a 1 hora até Pudong. Já o Maglev sai de 15 em 15 minutos (entre 7h e 21h) e leva menos de 20 minutos do aeroporto internacional de Pudong até a estação Longyang Lu (de onde, porém, você precisa pegar um táxi, ou a linha 2 do metrô, até o seu destino final). Mas não esqueça de considerar a quantidade de malas que você tá transportando (o taxista te ajuda a carregar e descarregar a bagagem no carro, já, no trem, é você e seu muque mesmo) e calcular o preço da combinação 'trem + táxi' ou só o táxi pro trajeto que você precisa fazer. (Opinião pessoal? O Maglev é bacana, só que funciona exclusivamente pra quem desembarca em Xangai com destino a Pudong sem bagagens. Se você tá com malas, vá de táxi mesmo. Os táxis na China ainda são baratíssimos)
Outra opção, se você aterrissar no aeroporto internacional, além do táxi e do Maglev, você pode usar o serviço de shuttle bus (os ônibus saem a casa meia hora, entre 6h/21h e entre 60 e 90 minutos nos demais horários, sempre partindo do terminal de chegadas, entre as portas 7 e 15, com tarifas que vão de 19¥ a 30¥, dependendo da rota). Existe um ônibus entre o aeroporto internacional (Pudong) e o nacional (Hongqiao) também, mas nunca usei. Acho (mas essa informação precisa ser confirmada!) que circula entre 7h e 23h e custa 30¥. O telefone de contato é: (+86 21)6834-6912 ou (+86 21)6834-6645. Ah! Quem aterrissa no Hongqiao Airport (o aeroporto antigo, a 13 quilômetros do centro – ou cerca de meia hora em táxi), pode pegar o shuttle bus também. O serviço de lá funciona entre 6h/21h, saindo de 30 a 45 minutos, segundo a rota). Mas informe-se sobre a quantidade de malas que você pode levar (o espaço é limitado). Importante: Decida o que decidir, o fundamental é não cair na tentação de aceitar os "taxistas independentes" que ficam abordando os turistas, na porta do aeroporto. Eles dizem que vão cobrar menos que os táxis, mas sempre cobram tarifas abusivas.
Esqueça o aluguel de carros porque as autoridades chinesas exigem a patente chinesa pra dirigir no território chinês.
E as bicicletas? Só se você tiver MUITO espírito de aventura. Xangai tem uma poluição espantosa (você vai acabar granulado, depois de tanto pó) e o pessoal dirige, prestando pouca atenção aos ciclistas. O risco de você ser cortado por um carro é enorme. Fora isso, tem muito roubo de bicicletas. Se você optar por elas assim mesmo, precisa garantir um belo locker pra não acabar a pé.
Pra ligar a cobrar para o Brasil (via Embratel), disque 108550
E pra não ficar muito perdido, anote aí: a diferença de fuso horário entre Xangai e Brasília é de 11h (a China na frente do Brasil, claro). O idioma mais falado em Xangai é o xanganês, mas todo mundo entende mandarim também. Alguns sabem o cantonês, além do mais. Não se frustre com a pequena quantidade de pessoas que vão entender seu inglês. A moeda (como em em toda a China continental) é o yuan (¥), também chamado de RMB (em inglês), ou “kuai” (em chinês). Pra qualquer eventualidade (toc, toc, toc), o Consulado do Brasil em Xangai fica na Qi Hua Tower, 10° andar (endereço: 1375 Huai Hai Zhong Road, Puxi; telefone: (+86 21)6437-0110.
Link relacionado: "Curiosidades de viagem sobre a China (série completa)"
O dinamismo de Xangai. É a maior das capitais chinesas, com mais de 16 milhões de habitantes. E, embora ainda não tenha a complexidade étnica de Nova York, o charme esnobe de Paris, ou a aristocracia de Londres, Xangai já entrou pra lista das cidades mais atraentes do mundo porque tá virando uma referência cosmopolita na Ásia. Nesse ritmo chinês de mudança 'a jato', Xangai logo, logo vai bater suas "concorrentes" mais próximas, Hong Kong e Tóquio. Metrópole no sentido mais literal da palavra, Xangai já tem um panorama de arranha-céus modernérrimos, hotéis e restaurantes badalados, uma nova safra de executivos chineses antenados com o resto do mundo, uma crescente comunidade de expatriados, dinheiro (muito dinheiro) circulando, gente jovem criando tendências e um grande destaque na mídia internacional.
Aliás, sempre há coisas interessantes acontecendo aqui. Se você der sorte no calenário, pode participar de eventos de arte e cultura como a Shanghai Biennale, a feira de arte contemporânea do eixo Ásia-Pacífico ShContemporary, a Shanghai Art Fair, das passarelas da Fashion Shanghai. Ou de feiras grandiosas, como a excêntrica Shanghai Millionaire Fair (a feira dos nouveaux riches da China), a Asia Golf Industry Show, a Auto Shanghai, a colossal Feira de Commodities da China... Etecétera, etecétera.
O clima do 'The Bund'

É a zona mais característica de Xangai, a parte velha da cidade, que foi o centro da vida colonial, no passado. Hoje, os edifícios antigos, com as fachadas reformadas, ainda resistem, mas viraram endereços comerciais de bacanas: os melhores restaurantes, bares e boates da cidade. Já entendeu pra onde você deve ir, de noite, se quiser comer bem, beber, ver gente interessante e se divertir? De dia, pode passear pelo "calçadão" do Bund, na margem oeste do rio Huangpu e ver o skyline da cidade.
A pujança de Pudong

Lembra quando, em fevereiro de 2007, a Bolsa de Xangai despencou e o efeito dominó atingiu os mercados mundiais? O início de tudo aquilo tava aqui, em Pudong, a zona nova de Xangai, onde funciona o centro financeiro. Na selva de arranha-céus (todos moderníssimos, numa eterna competição de altitudes e recursos), estão os escritórios das principais empresas instaladas na China. Pudong fica exatamente na frente do Bund, na margem leste, do outro lado do rio Huangpu. A piadinha mais batida da cidade é "em Pudong, o povo ganha o dinheiro. No Bund, se gasta". Procede. E o irônico é que Pudong não era nada até umas poucas décadas. O governo chinês, megalomaníaco (mas com uma boa visão de futuro), resolveu modernizar a área (que fica meio isolada do centro da cidade, a uns 40 minutos em táxi, passando pelos túneis sob o rio, ou pelas pontes), pra fazer dela um emblema da prosperidade nacional. Deu certo. Em Pudong, é tudo high-tech mesmo... E caro (ou diríamos 'ostensivo'?).
O charme da "French Concession" (Concessão Francesa)
Quando a China perdeu as Guerras do Ópio, no século 19, teve que conceder alguns territórios à Inglaterra, Rússia, Estados Unidos e França. Xangai foi uma das cidades afetadas. Teve que recortar o mapa e passou a chamar de "Concession Francaise" (ou "French Concession", em inglês) a zona que engloba os trechos de Luwan, Xhijiahui, Jing'an e Huangpu. Hoje, tudo é domínio chinês, mas algumas influências francesas ficaram. Dê uma flanada pelas ruas Fuxing e Shaoxing pra ver os bistrôs, lojas e outros lugares hip. Provavelmente, você vai topar com algum legal, onde tomar alguma coisa. Mas, senão, pare no Xintiandi, um complexo (artificial, mas simpático) de restaurantes, cafés e lojas.
O trem de uso comercial mais veloz do planeta

O Maglev (abreviação do nome inglês Magnetic levitation transport) é uma trem impressionante. Impressiona porque tem pouca utilidade (só tem duas paradas: a de origem e a de destino, sempre em Pudong, entre o aeroporto e a zona financeira da cidade) e porque "levita", atingindo mais de 400 quilômetros por hora, quase sem ruído. O percurso de quase 40 quilômetros é feito em menos de oito minutos. Tudo clean, moderno, eficiente. A parte não tão racional da coisa é que o trem – desenvolvido com tecnologia alemã, a um custo de US$ 1,25 bilhões, mais os gastos de execução da obra – nunca conseguiu seduzir muitos usuários locais. Com a passagem de 50¥ por trajeto, ou 80¥ por ida/volta, o Maglev acabou ficando caro para os padrões chineses. Já na época da inauguração, em 2003, os especialistas calcularam que seriam necessários nada menos que 100 anos para pagar os custos todos do projeto. Mas enfim. É a China, lembra? A síndrome do tamanho "PP" faz com que o povo construa coisas enooooooormes!
As vistas panorâmicas do alto dos arranha-céus

Aliás, você sabia que dez dos 100 edifícios mais altos da terra ficam em Xangai? É só pôr os pés em Pudong e escolher de onde você vai querer admirar a paisagem. Não tem terremoto, atentado terrorista, ou argumentos urbanísticos que desanimem os chineses nesse afã de crescer pra cima. Eles querem mesmo que Xangai seja isso: a capital dos arranha-céus. Já ultrapassou Nova York em quantidade e ainda importa os arquitetos de lá (a maioria dos projetos aqui vem de escritórios americanos – ou europeus). A Jin Mao Tower, até poucos anos atrás, era o prédio mais alto de Xangai e o terceiro do mundo (atualmente, é o quinto) e destacava no panorama, com seus 420 metros de altura, todo revestido de aço (que, na época da inauguração, em 1998, era quase tão futurístico como a casa da família Jetsons na China). Hoje, o soberano da paisagem é o World Financial Center (que parece um abridor de garrafa – repara só!), com quase meio quilômetro de altura, 101 andares. Foi inaugurado no início deste ano e também tem escritórios, restaurantes, hotel e afins. Junto deles, tem um monte de outros, mas a mais simpática é a Oriental Pearl Tower, a torre de TV, com as esferas coloridas. Todos têm andares abertos aos turistas, com decks panorâmicos fechados.
A tentação consumista das ruas de lojas

Os compradores inveterados têm um playground em Xangai (embora o recorde dos preços atrativos ainda seja de Hong Kong, onde as taxas são menores que na China Continental). A rua de comércio mais famosa de Xangai é a Nanjing Road, uma rua de pedestres, com lojas (a maioria, cafona, porém). Os chineses e os muambeiros, que vêm à China pra encher as sacolas com brinde de festa junina, adoram. Para os demais mortais, um endereço de compras mais interessante é a Huaihai Road, a oeste dali. Lá tem lojas legais, como Zara, Mango, H&M, Miss Sixty, Uniqlo e até a brasileira Arezzo (ainda que os preços aqui sejam até 40% mais altos que aí), assim como as grifes de luxo, tipo Ermenegildo Zegna, Bally, Gucci, Porche. No percurso todo, filiais de Starbucks e afins. Ah! Pra quem não vem a Xangai aqui há muito tempo, é bom lembrar que o mercado de piratarias da Xiangyang Road (o equivalente ao "Mercado da Seda" de Pequim) fechou. Sim, acabou. Ha coisas parecidas, mas não sei se são tal qual.
As deliciosas massagens chinesas!

Aaaaah, ¿Cómo no? Em qualquer cidade chinesa que se preze, existem mãos hábeis que podem cuidar do seu corpo massacrado de turista itinerante (leia o post: "Massagem chinesa: Um nirvana baratinho"). Em Xangai, há diversos lugares aonde você pode ir pra entender do que eu tô falando. Os mais chiques (porém, mais caros, tipo de 300¥ a 2.000¥/ por sessão) são: Banyan Tree Spa (88 Henan Zhong Lu, Huangpu – perto da Sijing Lu; tel: +86 21/6335-1888 , ramal 7272; 10h/00h), ou o Club Oasis Spa (no 57° andar do Grand Hyatt Shanghai: 88 Shiji Da Dao, Lujiazui – perto da Yincheng Zhong Lu; tel: +86 21/5049-1234 , ramal 8948), onde as salas de massagem ainda têm janelões panorâmicos pro cliente apreciar o visual da cidade lá de cima. Mas, se você não quer gastar tanto com massagens (ou quer repeti-las várias vezes, sem ter um furo no orçamento), há outros lugares que não ficam a dever nada em termos de bom gosto e qualidade (só não te paparicam tanto, não usam roupão felpudo, cremes importados, blablabla), onde o preço é bem mais em conta (de 60¥ a 500¥/ por sessão): Apsara Spa (457 Shaanxi Bei Lu, Jing An – perto da Beijing Xi Lu; tel: +86 21/6258-5580 ; de 10h30/00h), ou Dragonfly (no Shanghai Kerry Center: 1515 Nanjing Xi Lu, em Jing An – perto da Tongren Lu (mas tem outras três filiais, em outras partes da cidade – confira no site); tel: +86 21/6279-4625 ; de 13h/22h). Vai por mim: Se você tiver uma hora sobrando em Xangai, não olhe vitrines, não cheque os e-mails, não vá tomar um café. Escolha um lugar de massagem e vá!!! (a sugestão vale tanto pra mulheres como pra homens). Depois, me conta ;-)
A cidade é palco, tema e inspiração de filmes

Quem é cinéfilo e adora conferir in loco os "spots" vistos no cinema, em Xangai, pode montar um belo roteiro-turístico-temático. Entre vários títulos, tô lembrando aqui de: 'Se, jie' (em português, 'Desejo e Perigo' – que, aliás, é ótimo! Quem não viu ainda, assista), o clássico 'The Lady from Shanghai' (com Rita Hayworth), 'Qinghong' (traduzido ao inglês como 'Shanghai dreams'), o água-com-açúcar 'Shanghai Kiss' (com Hayden Panettiere), ou os filmes chineses que chegaram no Ocidente com o ator Jackie Chan, como 'Shanghai Knights' ou 'Shanghai Noon'. E até os estrangeiros, como o espanhol 'El Embrujo de Shanghai'... Tem vários.
E você vai comer muito bem em Xangai

Ah, vai. Bons restaurantes, nesta cidade, é o que não falta. Os melhores restaurantes da Xangai sao: Three On The Bund, Jean Georges, M on the Bund, Jade on 36 e o T8. Sao daqueles lugares que voce sempre lembra depois (“que comida incrível”, “que ambiente ótimo”... ou “que conta cara, mas bem paga”). Cheque os precos. Se tiver dentro do seu orcamento, nao deixe de provar, pelo menos, um desses locais. Aposto como vai amar.
Em tempo: Para saber mais sobre Xangai, leia também as reportagens de turismo "O vôo do dragão" e "Na metrópole do gigante", publicadas pela VT e a matéria sobre os arranha-céus "As catedrais de Xangai", da revista Veja.
Fotos: arquivo pessoal, Ricky Cazzoli e divulgação.
imagens: MAD
Não. É uma cidade em forma de estrela, saltitante pelo mundo. Ou, pelo menos, assim foi anunciado o projeto intitulado "Super Star: A Mobile China Town" (Super Estrela: Uma Cidade Chinesa Portátil) do estúdio de designer e arquitetura MAD, aqui de Pequim.
Segundo os autores, que estão participando da 11° Bienal de Veneza, "(a Super Estrela) pode aterrissar em qualquer esquina do mundo e se auto-sustentar. Gera sua própria comida, não requer recursos da cidade anfitriã e recicla todo seu lixo. É um lugar vivo, com natureza autenticamente chinesa, resorts de saúde, centros esportivos e lagos de água potável. É uma festa Olímpica viajante, que pode se transladar até a cidade anfitriã cada quatro anos. Inclusive tem um cemitério digital, para recordar os falecidos. A Superstar é um sonho que é lar para 15.000 pessoas: não existe hierarquia, só uma fusão de tecnologia e natureza, futuro y humanidade".

Sinceramente? Achei uma tremenda idéia de jerico (afinal, por que gastar tanto tempo e talento, projetando uma cidade perfeitinha pra levá-la pelo mundo, ao invés de melhorar as cidades que já são habitadas?). Mas, enfim. "Cada um com seu cada qual" e, no terreno das idéias, não dá pra dar palpite. Depois de quase dois anos, morando aqui na China, já aprendi também que esses projetos megalomaníacos são o último grito. (o meu: socorro!)
Pra quem quiser conferir de perto o esboço da Super Estrela, boas notícias: não precisa atravessar o mundo, não. Basta ir até a Europa. O primeiro destino dela foi (está sendo) a Itália, na exposição 'Uneternal City', na Arsenale de Roma, até dia 23 de novembro.
Mais detalhes em:
Venice Biennale 2008 (Wallpaper)
The Superstar: Self-Sustaining City of the Future (Inhabitat)
Superstar, by MAD (Eikongraphia)
Architecture Beyond Building Opens (Ar Daily).
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