Assine já!

viajeaqui

 

Viajante consciente

Claudia Carmello
É jornalista e membro da ONG Repórter Brasil. Adora uma trilha no mato, um edredon macio e férias em um destino surpreendente. Aqui, tenta provar que turismo sustentável existe.

Posts mais recentes



Mais comentados



Mais no viajeaqui


Busca em blogs




Los Roques parte 1: O clima (ou - Sai da minha frente, nuvem, sai!)

Claudia Carmello - 19/11/2008

Ontem à noite entrei no CNN Weather pra procurar a previsão do tempo em Los Roques para esse feriado. Nem tava preocupada, era só um ato rotineiro antes de começar a arrumar as malas.

Bem, não tinha Los Roques lá, tinha Caracas e... Horror! Horror! Só Chuva! Vai chover todos os dias, de quinta a segunda.

Não era possível. Tentei Isla Margarita, mais perto de Los Roques. Tinha. Tava mais calorzinho, 26oC a 32oC, mas tudo nublado e com alguma chuvinha. Nem um amarelinho de sol pra contar história. Humpf.

Convocamos uma DR aqui em casa para possíveis encaminhamentos a respeito. “Puts, então não vai ter tempo bom no nosso feriado mais do que esperado em Los Roques? Essa viagem que era pra ser ensolarada, ecológica, ultra-fotogênica, romântica... vai chover!” Pânico? Não, tudo bem, foi decidido que não vamos estressar, vamos já preparados pra nublado e chuva... dane-se, afinal, estará calor e Mar do Caribe é azul-bebê mesmo em dia nublado. “Ainda bem que não vamos pra Ubatuba, vai”,  pensamos. "Colocamos mais um livro na mala..."

E não é que hoje eu tento de novo, no mesmo site, só, assim, de brincadeira, e dá nuvem com sol! Hoje e até segunda-feira:


Então agora estamos na reza brava: Sai da frente, nuvem, sai!

Porque será que a gente é tão dependente de céu espetacular quando vai para a praia? Será síndrome de paulistano cansado do cinza? Ou todo mundo é assim e tende a achar que praia sem sol estraga a viagem?


PS: Para quando for planejar a sua viagem a Los Roques: novembro é o mês em que mais chove por lá (quem mandou só ter 1 mísero feriado no segundo semestre, e justo em novembro). Mas o arquipélago é bem seco: segundo nosso oráculo Riq Freire, chove 50 mm em novembro, o mesmo que no mês em que MENOS chove no Rio. E a temperatura oscila super pouco o ano todo, sempre de entre 29oC e 34oC. A umidade, entretanto, costuma bombar. Por tudo isso há pouca vegetação e pouca fauna nas ilhas. Toda a riqueza de bichos e cores deixaram pro fundo do mar.

 


 


Adicione esta página aos seus favoritos(4) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post

Sou uma baladeira! (Quem diria) Foi o que me disse o teste do viajeaqui sobre o Feriadão

Claudia Carmello - 18/11/2008

Vocês já fizeram o quiz do viajeaqui para ajudar a escolher o seu destino ideal para o Feriadão?

Fiz agora e deu assim:

Você é uma pessoa muito dinâmica e por isso gosta de explorar novos lugares ou descobrir as novidades de um destino que já conhece. Não ficar parado, ver e ser visto e cair na gandaia... estes são os seus lemas. (...)

Puts, eu não sou muito baladeira, não, quer dizer, depende do que é balada. Sou mais pra botequinho com cerveja ou festa na casa de alguém. Mas sou de explorar novos lugares e dinâmica, yes!

O que importa é que eu já tinha escolhido o destino do meu feriado, vou pra lá amanhã, e "lá" é nada mais nada menos do que Los Roques!

Vários leitores que vão pra lá em breve estavam deixando comentários e e-mails pedindo mais informações sobre essa ilha venezuelana, então, preparem-se:

Acompanhem minha viagem aqui no blog a partir de amanhã. Vou postar diariamente um pouquinho. E na volta faço os posts mais de resumão, com dicas de planejamento de viagem e tudo o mais.

E o melhor: estou indo a um lugar com zero balada e quase zero coisas pra fazer - ou seja, desafiando minhas aptidões naturais de baladeira e dinâmica... ;o)

Leia mais sobre Los Roques:
Resumão
O que os leitores do Viajante Consciente recomendam


Adicione esta página aos seus favoritos(3) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post

Reveillon verde 6: Cajaíba para quem busca praias desertas no sudeste (milagre!)

Claudia Carmello - 08/11/2008

Bem, se você chegar a Cajaíba, no litoral sul do Rio de Janeiro, naquela semana depois do Natal, e ficar até o réveillon ou pouco depois, garanto que deserta ela não vai estar. Você vai encontrar uma boa quantidade de pessoas acampando ou dormindo em casas alugadas de pescadores.

Ainda assim, indico Cajaíba (que pertence a Parati) nesta série “fuja dos destinos mais concorridos no réveillon – para o seu bem e o da natureza” porque, pra quem quer ficar pelo sudeste do Brasil... bem, tem que se contentar com o fato de que, “praia deserta”,  no vocabulário paulista ou carioca, significa algo como “sem infra-estrutura na orla, com uma quantidade aceitável de pessoas”.

(Eu poderia falar também da Ilha do Cardoso, parte de Lagamar, no sul de Sampa... mas acabei escolhendo Superagui, explorada nesse post aqui, dentre as opções dessa porção do litoral).

Pois bem: acho que o melhor trecho da Rio-Santos, que já é um dos litorais mais lindos do Brasil (quem discorda?) é esse onde fica Cajaíba: a península da Ponta da Joatinga, no sul de Parati.

Por ali fica uma seqüência de praias espetaculares, com Mata Atlântica preservada, sem luz elétrica e habitadas por comunidades caiçaras ou apenas uma ou outra casinha.

Saindo de barco de Parati-Mirim (1h mais ou menos) ou Parati (2 horas mais ou menos), chega-se à Ponta da Cajaíba, o início de uma enseada com seis praias: Deserta, Grande da Deserta, Itaoca, Calhaus, Ipanema e Cajaíba.
 
O público ali costuma ser jovem, com energia pra fazer trilhas de dia inteiro só para chegar a uma praia nova -  mais deserta – e muitas vezes negociar a estadia na hora – seja em camping ou em alguma casa de locais.

(As famílias costumam ter um approach diferente na região, passando o dia em alguma praia, mas vindo em passeios de barco desde Parati).

Na verdade, Cajaíba é, nas redondezas, a enseada que mais costuma receber gente para pernoite. Tem sua igrejinha, uma vila um pouco maior que as demais, até alguns restaurantes e barzinhos com música no verão. E é linda.

Falo dela com destaque aqui porque funciona quase como um hub pra quem vai à península. Saindo dela você acessa praias e cachoeiras, e pode dormir nas vizinhas se quer mais sossego.

(Entretanto, dado o público que freqüenta a área, é sempre bom fazer alguma baladinha na noite da virada, no dia 31 – e daí você acha a vantagem de estar cercado por uma boa quantidade de viajantes).

Das praias mais cobiçadas é Martins de Sá, uma autêntica praia deserta onde se chega por uma trilha mais pesada, de uma hora, desde Cajaíba. Quem curte mesmo acampar também pode conhecer a região pelo lado sul da península, saindo da Vila do Oratório, perto de Trindade: dali, 1h30 de trilha levam à Praia do Sono (na foto abaixo, de Guilherme Andrade), e em mais meia hora, até Antigos e Antiguinhos – essas sim, praias de sonho, sem nada, nadinha, nem espaço com sombra pra sua barraca.

Leia os posts anteiores sobre reveillon sustentável:
Palmas, em Santa Catarina
Ilha de Superagui, no Paraná
Praia de Coqueirinho (do norte), na Paraíba
Ilha do Caju, Maranhão
Que destinos evitar na alta temporada


Adicione esta página aos seus favoritos(4) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post

Reveillon verde 5: Palmas para quem quer Santa Catarina em família e sem trânsito

Claudia Carmello - 05/11/2008

A foto é lá dos trilheiros do www.qualidadedevida.vai.la

Não, não uma salva de palmas. Mas Palmas, a maior praia de Governador Celso Ramos, em Santa Catarina. Nunca ouviu falar?

Gov Ramos (num dá pra falar isso aqui inteiro toda vez, convenhamos) fica no litoral norte do estado, a 45 km da capital.  A cidadezinha tem várias praias com vilas de pescadores. Mas a orla mais famosa é Ganchos de Fora, aquela que os hóspedes da überpousada/hotel de charme Ponta dos Ganchos podem chamar de suas (a foto abaixo, do Riq, é do melhor bangalô do hotel).

Localizar a cidade “na cabeça” é fácil: fica entre Floripa e Bombinhas, dois destinos bombadaços nas férias de verão. Juntando Praia do Rosa, Ferrugem, Camboriú, Guarda do Embaú  fica a impressão de que Santa Catarina inteira fica impossível no verão.

Não é verdade. Dá pra escolher destinos de praia catarinenses mais tranqüilos e sem muvuca, para quem gosta de curtir a alta temporada em paz – e sem sobrecarregar a natureza. (Digo, tranqüilo no padrão sul-sudeste, ou seja, com estrutura. Não passa nem perto de uma Ilha do Caju ou Coqueirinho, por exemplo, duas outras sugestões que já dei aqui nessa série “fuja dos destinos blockbuster no fim do ano”).

Enfim, são 23 praias em Gov Ramos, arrumadinhas nas reentrâncias de uma península montanhosa e preservada (preservada porque, a partir do centro, o acesso às praias é por estradinhas de terra ou trilhas).

E Palmas é a mais sossegada pra quem acha que praia boa é aquela em que você sai do hotel e cai na água – sem trilhas longas, sem precisar de carro, bugue, footing... Para famílias com crianças, então, é perfeito.

Você chega a Palmas depois de uma estrada de terra de quatro quilômetros desde o centro da cidade. E, antes de chegar, de um mirante, já vê o marzão azul cheio de barquinhos de pesca flutuando.

Quem tem bebê, fique atento, as ondas chamam a galera do surfe. Mas o praião extenso de areia fina é do tipo ideal para baldinhos de areia e piscininhas de plástico.

Fora da temporada, Palmas fica praticamente deserta. No verão, é ocupada pelos donos das casas de veraneio em seus condomínios. Há dois grandes hotéis. O Palmas Parque, que mais parece um hotel fazenda, com monitoria para as crianças e passeios como cavalgadas a praias desertas vizinhas (e fica na estradinha pra Palmas), e o Águas de Palmas, com um parque aquático anexo e a 300 metros da praia.

Durante o dia, além de lagartear, o melhor passeio é até a Baía dos Golfinhos (15 km de terra ao sul) para tentar avistar os bichinhos (vá de manhã que as chances são maiores). Mas também vale conhecer as outras praias, pela beleza mesmo – Tinguá é super selvagem, Antenor é vazia e tem até palmeiras, Cordas é mais dos moradores e pouco dos turistas...

Leia os posts anteiores sobre reveillon sustentável:
Ilha de Superagui, no Paraná
Praia de Coqueirinho (do norte), na Paraíba
Ilha do Caju, Maranhão
Que destinos evitar na alta temporada


Adicione esta página aos seus favoritos(0) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post

Dia de Finados: conheça o México pelo humor mexicano

Claudia Carmello - 03/11/2008

 Recebi a foto acima esse fim-de-semana, e-mail publicitário de uma empresa de turismo em comemoração ao 2 de novembro, Día de Los Muertos.

Achei sensacional! Não é algo que só um mexicano poderia produzir?

Quem já foi ao México ou tem alguma intimidade com o destino sabe que esse feriado é o mais festivo do ano, quando os mexicanos acreditam que seus parentes e amigos que já foram Desta para a Melhor voltam a Esta para visitá-los.

Nos lugares que comemoram o dia com mais tradição faz-se procissão até o cemitério onde estão os entes falecidos e volta-se, “junto com eles”, pra casa. E lá rolam altos banquetes para a visita ilustre e a família toda. Tudo em clima de festa na rua, com mil flores, enfeites, caveiras, velas e retratos das pessoas mortas por todos os lados.

Nas palavras da grande pintora mexicana Frida Kahlo, uma visão sobre essa peculiaridade de seu país:

“Morto não é quem em paz descansa na tumba fria. Morto é quem tem morta a alma e vive todavia”.

Como viajante consciente fascinada pelas tradições culturais de cada lugar, eu não podia deixar de postar esse e-mail impagável aqui, podia?

Alguém de vocês já foi pro México nesse feriado e presenciou o festival? Conte aqui pra gente?


PS: para curtir um pouco desse clima sem ir ao México, quem mora em São Paulo ou estará por aqui essa semana pode curtir o Festival Mexicano Día de Los Muertos no restaurante Obá, ali na Melo Alves. O cardápio é especial e a decoração superartesanal é caprichada, com todo aquele bom humor e uma pitadinha macabra que tem tudo a ver com a data. Vai até 9 de novembro e a falecida homenageada do ano é Dercy Gonçalves. Eu vou passar lá.


Adicione esta página aos seus favoritos(5) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post



Conheça: Guia Quatro Rodas | National Geographic Brasil | Viagem e Turismo
Expediente | Mapa do site | Política de privacidade | Anuncie | Faleaqui
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.
Site melhor visualizado em 1024x768